A CD Projekt Red agitou a comunidade gamer recentemente com um trailer impressionante de seis minutos, revelando o que os fãs podem aguardar da nova era de sua famosa franquia de RPG. O projeto, que por muito tempo foi tratado apenas pelo codinome Polaris, é oficialmente o The Witcher 4. O título marca o pontapé inicial de uma trilogia inédita, com a ambiciosa promessa de entregar três jogos ao longo de um período de seis anos.
A Jornada de Ciri no Extremo Norte
A maior surpresa apresentada pelas imagens é a confirmação de Ciri como protagonista. A narrativa parece se desenrolar na região do Extremo Norte, cronologicamente posicionada após os intensos acontecimentos da aclamada expansão “Blood and Wine”, de The Witcher 3. A desenvolvedora parece ter escolhido um cânone bem específico para seguir: o final em que Geralt presenteia a jovem com uma espada de prata, consolidando seu destino como bruxa. No vídeo de revelação, vemos Ciri enfrentando uma criatura ligada a sacrifícios humanos. Durante o combate, ela utiliza poderes mágicos, uma corrente e a clássica lâmina prateada, evidenciando suas habilidades lapidadas na escola dos bruxos.
O Retorno do Lobo Branco e Novas Mecânicas
Os fãs de longa data não precisam se preocupar com a ausência de Geralt de Rívia. Doug Cockle, a voz original do carismático bruxo, confirmou que o personagem marcará presença neste novo RPG de mundo aberto para um jogador. Embora ele assuma um papel menor na trama desta vez, sua inconfundível voz já pode ser ouvida nos instantes finais do trailer.
Em termos de escala de mundo, o mapa e a quantidade de missões devem bater de frente com a magnitude vista no jogo anterior. A diferença ficará por conta de elementos totalmente inéditos de jogabilidade e mecânicas renovadas que estão sendo preparadas. Outro retorno triunfal é o do Gwent. Gosia Mitrega, produtora-executiva, e Sebastian Kalemba, diretor do projeto, confirmaram ao canal Easy Allies, logo após o The Game Awards 2024, que o famoso jogo de cartas fará parte da nova aventura.
Exigência Gráfica e Janela de Lançamento
Apesar da empolgação geral, vai ser preciso ter bastante paciência. O jogo entrou na chamada fase de produção em larga escala apenas em novembro de 2024. Se usarmos a história da empresa como termômetro — lembrando que The Witcher 3 começou a ser desenhado no final de 2011 e só chegou às prateleiras em 2015 —, é muito improvável que o novo game fique disponível antes de 2026.
Além disso, a exigência técnica promete ser altíssima. O trailer exibido foi pré-renderizado usando modelos e recursos do próprio jogo, mas rodando em uma placa de vídeo Nvidia GeForce RTX de nova geração que sequer foi anunciada oficialmente. Esse detalhe sugere que o nível de qualidade visual da nova trilogia será um desafio pesado demais para o hardware dos consoles da atual geração.
Para quem acompanha a saga principal — desde o primeiro The Witcher (2007), passando por Assassins of Kings (2011) até Wild Hunt (2015) —, além dos derivados como o RPG de mesa digital The Witcher Adventure Game (2014) e os spin-offs Gwent e Thronebreaker (ambos de 2018), a expectativa de um verdadeiro salto geracional tecnológico é imensa.
O Universo se Expande: The Witcher Path of Destiny — Ronin
Enquanto o próximo grande lançamento digital não ganha data, a franquia continua expandindo suas fronteiras físicas. A grande novidade para os entusiastas dos jogos de mesa é The Witcher: Path of Destiny — Ronin. O projeto é um spin-off totalmente independente da adaptação original de tabuleiro, transportando os clássicos personagens do continente para uma realidade alternativa inspirada na riqueza do folclore japonês.
Com vendas oficiais no varejo programadas já para o dia 1º de maio deste ano, o título chega às lojas como um produto autônomo completo. Diferente do que ocorreu durante a campanha de financiamento coletivo, os jogadores não precisarão do jogo base para aproveitar as partidas.
A caixa principal do jogo traz miniaturas altamente detalhadas de sete personagens jogáveis: Geralt, Ciri, Yennefer, Triss, Vesemir, Jaskier e a mítica Yuki-onna. Toda a identidade visual do projeto respira a estética oriental, com gráficos de cartas e campos de jogo estilizados para lembrar a pintura clássica japonesa. As robustas espadas de bruxo deram lugar a katanas tradicionais, enquanto o famoso alaúde do bardo Jaskier foi inteligentemente substituído por um biwa, tradicional instrumento de cordas japonês.
As mecânicas se apoiam no sistema de cartas consagrado do jogo original, mas introduzem algoritmos complexos de interação através de trilhas de parceria. Esse modelo matemático obriga os jogadores a pensarem estrategicamente, equilibrando a competição direta com a necessidade constante de manter laços diplomáticos com os adversários na mesa. Cada herói conta com um tabuleiro tático individual e um conjunto único de habilidades especializadas, consolidando a promessa dos desenvolvedores de entregar uma experiência tática profunda e imersiva.